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Reis, Nadia

https://orcid.org/0000-0002-9028-4574

Mayo Clinic

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Citations 1

Gravidez não planejada no Brasil: estudo nacional em oito hospitais universitários
Nilson, Tainá Vieira , Amato, Angélica Amorim , Resende, Ceres Nunes , Primo, Walquíria Quida Salles Pereira , Nomura, Roseli Mieko Yamamoto , Costa, Maria Laura , Opperman, Maria Lúcia, Brock, M. , Trapani, Alberto , Damásio, Lia Cruz Vaz da Costa , Reis, Nadia , Borges, Vera Therezinha Medeiros , Araújo, Ana Cristina Pinheiro Fernandes de , Opperman, Maria Lucia , Brock, Marianna Facchinetti , Trapani, Alberto , Borges, Vera , Araujo, Ana Cristina Pinheiro Fernandes de , Ruano, Rodrigo , Zaconeta, Alberto , Nomura, Roseli , Damasio, Lia , Nilson, Taína Vieira , Ruano, Rodrigo

Revista de Saúde Pública | August 2, 2023 | Volume: 57 | Issue: 1 | Pages: 35

10.11606/s1518-8787.2023057004449 Get It

OBJETIVO: Estimar a prevalência de gestação não planejada (GNP) em oito hospitais públicos universitários, distribuídos nas cinco regiões que compõem o Brasil. MÉTODOS: Análise secundária de um estudo transversal multicêntrico nacional, realizado em oito hospitais universitários públicos, entre 1º de junho e 31 de agosto de 2020, no Brasil. Amostra por conveniência incluindo mulheres que deram à luz em período de sessenta dias consecutivos e atenderam aos seguintes critérios: maiores de 18 anos; idade gestacional acima de 36 semanas no parto; com recém-nascido único e vivo, sem malformações. RESULTADOS: Amostra composta por 1.120 puérperas, das quais 756 (67,5%) declararam que a gravidez não tinha sido programada. A mediana da prevalência de GNP foi de 59,7%. Observou-se diferença significativa na prevalência de GNP entre os hospitais: Campinas (54,8%), Porto Alegre (58,2%), Florianópolis (59%), Teresina (61,2%), Brasília (64,3%), São Paulo (64,6%), Campo Grande (73,9%) e Manaus (95,3%) (p < 0,001). Foram fatores significativamente associados a GNP a idade materna, cor negra, menor renda familiar, maior número de filhos, maior número de pessoas convivendo em casa e não ter parceiro. CONCLUSÃO: na amostra estudada, cerca de dois terços das gestações foram declaradas como não programadas. A prevalência de gestação não planejada teve relação com fatores sociais e demográficos e variou significativamente entre os hospitais universitários avaliados.